Lácteos na América Latina: como inovar para transformar desafios em oportunidades


O consumidor não é mais o mesmo. Ele investiga, questiona e exige antes de decidir por um produto. No universo dos lácteos, essa transformação não é apenas uma tendência, mas uma força que está impactando todo o setor.
Na América Latina, temos observado uma mudança significativa, impulsionada pela volatilidade econômica e pela sofisticação das preferências dos consumidores. Quatro em cada cinco consumidores na região experimentam diretamente o impacto da escalada de preços em alimentos e bebidas1.


Embora o valor real das vendas de produtos lácteos continue em ascensão nos últimos anos, o volume de vendas desenha uma trajetória descendente2.
Esse cenário emerge dos desafios econômicos, principalmente da inflação que pressiona intensamente não apenas os orçamentos familiares, mas também toda a cadeia produtiva, resultando em preços que desafiam o consumidor final – fator determinante para a contração nos volumes de venda.
Mas qual é o panorama que está afetando a escolha de produtos que os consumidores levam para a mesa?
Primeiro, vamos desenhar um quadro geral para depois mirarmos nos laticínios.
O Mapa que Define a Rota até a Mesa das Famílias
De acordo com pesquisa da Kantar Profiles/Mintel de setembro de 2024, na Argentina, por exemplo, os consumidores priorizam produtos que potencializam a ingestão de frutas e vegetais, seguidos por fontes concentradas de vitaminas e minerais, e ingredientes de origem natural. No Brasil, os ingredientes declarados como naturais conquistaram a liderança nas preferências, com destaque para produtos que viabilizam o consumo de frutas e vegetais e fontes estratégicas de vitaminas e minerais. Chile, Colômbia e México apresentam perfis de preferência similares.


Este cenário revela um território fértil para os benefícios que os iogurtes oferecem para a saúde, especialmente quando combinados com frutas, cereais e outros elementos naturais que estão na lista de preferência das famílias. Contudo, quando o assunto são os produtos lácteos, a percepção dominante entre os consumidores é de que existe uma lacuna significativa na oferta de produtos que atendam plenamente a seus critérios.
Mais de quatro em cada 10 consumidores brasileiros, por exemplo, alegam que ampliariam1 seu consumo de queijos se encontrasse opções verdadeiramente alinhadas com seus ideais de saudabilidade.
Uma Lacuna na Oferta de Lácteos
No campo das oportunidades de mercado, o Brasil – maior mercado da América Latina – presenciou um crescimento nas vendas de iogurtes: 3% em volume e 15% em valor entre março de 2023 e março de 20243. A demanda por produtos lácteos é incontestável, mas o potencial de crescimento ainda está longe de ser plenamente explorado.
Este é um momento oportuno para marcas que ousarem capturar esse território inexplorado, desenvolvendo produtos que não apenas atendam, mas superem as expectativas dos consumidores por lácteos que promovam saúde genuína – ou que comuniquem seus benefícios reais. Estamos falando de uma realidade na qual os selos de advertência tornaram-se bússolas que orientam decisões no momento da compra, especialmente em categorias onde a saudabilidade é um atributo fundamental, caso dos lácteos.


Ao mesmo tempo, as escolhas dos consumidores equilibram-se cada vez mais na intersecção entre saúde e prazer, privilegiando produtos que entreguem tanto benefícios nutricionais quanto experiências sensoriais marcantes. Um relatório da Mobility Foresights4 confirma que o mercado de iogurte bebível na América Latina está sendo impulsionado pela crescente exigência dos consumidores por funcionalidade, benefícios tangíveis para a saúde e experiências de sabor diferenciadas – atributos que convergem nos produtos lácteos bebíveis. Probióticos, vitaminas e minerais são os catalisadores principais deste crescimento, reforçados pela conveniência e pela flexibilidade de consumo fora de casa.
Que Roteiro Seguir para Ganhar a Preferência do Consumidor?
Os produtores de lácteos que conseguirem capitalizar as tendências mencionadas até aqui, com lançamentos verdadeiramente relevantes, poderão buscar um crescimento de 6 a 8% entre 2025 e 2030, segundo projeções do mesmo relatório4. Entretanto, este crescimento estará disponível exclusivamente para aqueles que dominarem as seguintes dimensões:
- Benefícios ampliados para saúde e bem-estar, potencializados por probióticos que contribuem para a saúde intestinal, imunidade e saúde cognitiva.
- Conveniência perfeitamente alinhada ao estilo de vida contemporâneo, em um contexto cada vez mais dinâmico, onde consumidores buscam soluções que combinem rapidez e nutrição.
- Inovação disruptiva na criação de novos perfis de sabor e texturas diferenciadas com ingredientes naturais e formulações com teor reduzido de açúcar.
- Expansão estratégica do e-commerce, que democratiza o acesso dos consumidores a um portfólio diversificado de produtos lácteos.
Equação Perfeita: Saúde para o Corpo e para o Bolso
No Brasil, que representa quase metade do consumo de produtos lácteos na América Latina, 22% dos responsáveis pelas compras domésticas relatam estar intensificando a aquisição de marcas próprias das redes de varejo, como estratégia para neutralizar o impacto da inflação nos alimentos e bebidas5.
Felizmente, as ferramentas e tecnologias para impulsionar o setor são robustas. Do desenvolvimento de perfis sensoriais marcantes à funcionalidade e promoção do bem-estar, passando pela otimização de custos e extensão da vida útil, as possibilidades são vastas e nenhuma delas pode ser negligenciada no cenário atual.


A indústria de lácteos enfrenta hoje um desafio complexo: desenvolver produtos que atendam simultaneamente às demandas de saudabilidade, inovação e percepção de qualidade. Para isso, é fundamental investir em processos que agreguem valor em múltiplas dimensões, desde o desenvolvimento de sabor e texturas atraentes, até a implementação de culturas e enzimas de ponta. A chave está em criar soluções que não apenas sejam tecnicamente superiores, mas que comuniquem claramente ao consumidor o benefício para a saúde, utilizando estratégias como rótulos mais amigáveis* e embalagens que transmitam transparência e bem-estar. Inovar deixou de ser uma opção: tornou-se condição essencial para a competitividade no mercado contemporâneo.
Como Conciliar Todas Essas Necessidades?
Uma das estratégias potentes na produção de iogurtes é adotar culturas lácteas que garantem um bom sabor e textura do produto, melhorando a produtividade e contribuindo decisivamente para a redução de desperdícios, com um custo-em-uso que potencializa a competitividade.
Pensando nisso, a IFF desenvolveu o YO-MIX® OPTIMO, uma cultura que oferece diversos benefícios. Entre eles, o controle de pós-acidificação, que ajuda a manter a qualidade do produto por mais tempo, evitando a acidez excessiva durante a vida útil. Além disso, proporciona uma textura rica e cremosa, mesmo em formulações com alto teor de soro de leite ou baixa proteína.
YO-MIX® OPTIMO também possibilita uma redução significativa no tempo de fermentação, alavancando a produtividade sem comprometer a característica sensorial, garantindo um processo fermentativo eficiente e controle preciso do pH. Trata-se de uma solução que equilibra o sabor marcante e fresco com uma textura excepcionalmente rica e cremosa, elevando a qualidade e a atratividade dos produtos lácteos.
Com YO-MIX® OPTIMO, os produtores podem oferecer iogurtes e bebidas lácteas que impactam positivamente o orçamento das famílias, enquanto asseguram atributos sensoriais superiores que correspondem às expectativas mais elevadas dos consumidores contemporâneos.
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*O termo “rótulo amigável” se refere a produtos que permitem um rótulo mais simples com menos ingredientes e que sejam reconhecidos pelos consumidores.
Fuentes:
- Kantar Profiles/Mintel, September 2023
- Euromonitor Dairy Products and Alternatives Report
- Kantar World Panel, June 2024
- Mobility Foresights. https://mobilityforesights.com/product/latin-americadrinking-yogurt-market/
- Mintel, A year of innovation in cheese




